Ciclofemini
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Ciclovia-Vergueiro-2015-02-03-19.01.07A matéria da Veja sobre ciclovias foi construída para passar uma opinião. Para isso, utilizaram várias informações que já eram de conhecimento público, cortaram a parte que não lhes interessava, temperaram carregando nas tintas para dar o sabor desejado e serviram de forma a conduzir o raciocínio para o conceito no qual a matéria foi pautada: o de que o plano de ciclovias só serviria para desviar dinheiro.

Não por acaso, na sequência a Folha de São Paulo publicou uma pesquisa do Datafolha sobre a administração Haddad, reforçando até no título da matéria que menos gente tem usado a bicicleta em São Paulo. E como fizeram esse levantamento? Mediram? Fizeram uma contagem? Passaram uma tarde sentados observando? Não: perguntaram para pessoas nas ruas, talvez por telefone. Pode até ser que a metodologia tenha sido perfeita e que o universo estatístico tenha sido selecionado de maneira isenta, mas o fato é que quem pedala na cidade percebe claramente um aumento enorme de bicicletas nas ruas, principalmente nesse início de ano. Você, que pedala nas ruas, percebeu um aumento ou queda de setembro para cá?

Veja a matéria completa no site Vá de Bike

Comentários(6)

  • Carlos
    10 de fevereiro de 2015, 14:21  Responder

    O número de ciclistas está aumentando, verdade. Porém parece que não houve um estudo ou planejamento adequado para a implementação de ciclofaixas permanentes, vide Alameda dos Guatás. Ali nunca passou nem passará um volume considerável de ciclistas. Tem trecho com subidas e descidas bem fortes, dificilmente um idoso poderia pedalar por ali, ou até mesmo uma pessoa sem preparo físico não pedalaria por ali. Adoraria ver o prefeito da cidade fazendo esse percurso de terno e gravata, me ofereço a ir junto. Para finalizar, essas ciclovias só podem ter sido feitas por pessoas que não pedalam. O que nos conforta é que por pior que sejam, são melhores do que nada. Buracos, falta de aderência na chuva, ponto de ônibus interrompendo a ciclofaixa permanente, sentido contrário ao fluxo de carros, são obstáculos que os usuários devem estar avisados e preparados para evitar acidentes.

    • Claudia Franco
      10 de fevereiro de 2015, 15:27

      Ola Carlos, muito bem observado!

  • 10 de fevereiro de 2015, 21:29  Responder

    Bem, questiono o planejamento. Já pesquisei, perguntei e até o momento não consegui ter acesso ao projeto e pesquisa. Sem estes dados a sensação é de falta de planejamento. vide faixas já desgastadas em pintura, vias não ideais, exemplo com feira…. Considero que com um planejamento responsável o custo sempre é menor em qualquer obra. Infelizmente não temos esta cultura, muito menos na área política, aqui colocado em todos os partidos. É uma pena, não quero mais pensamentos como “ao menos é o começo”…Vamos realizar com planejamento, talvez as obras demorem um pouco mais, mas sua implantação é definitiva desde o trajeto como tb nos materiais utilizados.

    • Claudia Franco
      25 de fevereiro de 2015, 10:47

      Concordo Angelica. Com planejamento não é necessário fazer investimento mais de uma vez, refazer, tudo gera custos adicionais. Obras super faturadas…em fim um cenário triste e lamentável.

  • 16 de fevereiro de 2015, 17:28  Responder

    Pra mim o aumento foi fácil de medir. Antes paravam quase todos os dias só mais 2 bicis além da minha no bicicletário do trabalho. Agora são 6 às vezes 7. Ou seja aumento de 100%.

    Agora, falta melhorar a qualidade das ciclovias que mais parecem ciclofaixas. E na ZL que precisa bastante não tem quase nada.

    • Claudia Franco
      25 de fevereiro de 2015, 10:49

      O aumento está acontecendo sim. Vejo ciclistas com maior frequencia e muitas mulheres também, o que me agrade muito. As pessoas estão mais conscientes de que o uso da bike é viável e mais fácil do que se imagina.

      Sem dúvida a qualidade das ciclovias poderiam ser bem melhores, estão longe de serem seguras inclusive.

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