Ciclofemini
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nós três

É muito interessante a reação das pessoas ao conversamos a respeito das minhas aventuras com a bicicleta.

Quando falo a respeito do meu prazer de viajar sobre uma bicicleta, apenas uma mochila nas costas ou um alforge e pedalar por vários dias consecutivos de cidade em cidade, as vezes de povoado em povoado no meio do mato de montanhas e serras, pedalar por 5, 6, 8 horas por dia, meus interlocutores fazem expressões de espanto e alguns chegam a verbalizar que sou meio maluquinha!

Hoje relendo alguns livros encontrei um pensamento do famoso navegador Amir Klink que explica perfeitamente o que sinto quando estou pedalando por trilhas e estradas.

Na bicicleta parece que este pensamento é mais literal ainda, porque o único recurso utilizado além da bicicleta é a minha capacidade física e mental de pedalar por grandes distâncias.

Um homem precisa viajar. Por sua conta, não por meio de histórias, imagens, livros ou TV. Precisa viajar por si, com seus olhos e pés, para entender o que é seu. Para um dia plantar as suas próprias árvores e dar-lhes valor. Conhecer o frio para desfrutar o calor. E o oposto. Sentir a distância e o desabrigo para estar bem sob o próprio teto. Um homem precisa viajar para lugares que não conhece para quebrar essa arrogância que nos faz ver o mundo como o imaginamos, e não simplesmente como é ou pode ser. Que nos faz professores e doutores do que não vimos, quando deveríamos ser alunos, e simplesmente ir ver” – Amyr Klink

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