Ciclofemini
Ciclofemini
Ciclofemini

O BikerFearless press entrevista Mazinho Bender uma das lendas vivas do Mountain Bike. Mazinho Bender é o criador e fundador da Tribo do Pedal Selvagem, conheça um pouco da sua experiência de 21 anos no MTB.

BF: Há quanto tempo você pratica o Montain Bike?

Mazinho: No Mountain Bike especificamente comecei em 1988, mas comecei no ciclismo de estrada ainda na adolescência e na década de 80 pratiquei e trabalhei como organizador de enduro motociclístico, com a chegada do Mountain Bike no Brasil em 88, uni as duas paixões trilhas e bicicletas.

BF: Na sua opinião, quais são os maiores benefícios deste esporte?

Mazinho: Como qualquer esporte ao ar livre, o Mountain Bike integra atividade física com o meio ambiente, mas temos na bicicleta o aditivo de ir mais longe através do próprio esforço.

BF: Em que sentido uma prova como o Tour da Patagônia poderia ajudar na manutenção da sua profissão?

Mazinho Bender

Mazinho: Como organizador de eventos, vejo que todos os eventos da modalidade se interagem, cada um com sua dinâmica e proposta contribuem para um todo.

BF: O que esta modalidade esportiva pode oferecer para a saúde de atletas amadores?

Mazinho: A bicicleta tem a vantagem de proporcionar uma atividade física de baixo impacto, com o Mountain Bike conseguimos também condições mais saudáveis, pois é realizado em ambientes naturais sem poluição.

BF: Quais os maiores desafios da prática do Montain Bike?

Mazinho: Começa pela escolha da bike, a maioria das pessoas erram ao comprar um equipamento inadequado e de baixa qualidade, em seguida vem à necessidade de praticar constantemente, pois o condicionamento físico é essencial para almejarmos destinos mais interessantes.

BF: Como surgiu a idéia de criar a Tribo do Pedal Selvagem?

Mazinho: Na realidade o nome veio depois de haver o grupo. Desde o inicio do MTB no Brasil em 1988, tenho reunido pessoas para pedalar, quando a Internet começou a se popularizar em 1999, usei o nome Tribo do Pedal Selvagem, o qual já tinha em mente, para montar um site e se tornou também o nome do grupo.

BF: Quantos integrantes a Tribo tem na sua organização?

Mazinho: Em torno de 15 pessoas.

BF:  Qual o maior desafio que você já enfrentou com a Tribo ou em algum passeio?

Mazinho: Nosso maior desafio são os eventos denominados Crazy Trip, que são realizados em dois estilos:  Viagem de vários dias com quilometragem diária superior a 80 km e Desafio de longa distancia em um dia, de 150 km ou mais.

BF:  Qual a sua receita de sucesso para ter tantos adeptos da Tribo?

Mazinho: Levo este trabalho a duras penas, sucesso seria se tivéssemos a cada passeio uma média de 135 participantes (50% sócios e 50% não sócios), mas para tentar chegar a este patamar é preciso montar um cardápio bem variado de passeios a cada sábado e domingo, com opções p/ pelo menos cinco níveis/estilo de bikers, pois temos o iniciante que mal sabe pedalar, depois vem o iniciado que consegue pedalar em torno dos 20 km em roteiro fácil, passamos para o grupo que consegue ir mais longe, mas em velocidade muito baixa, chegamos ao biker que consegue pedalar em ritmo normal de uma pessoa preparada fisicamente, em roteiros de dificuldade e distâncias variadas sem se importar com o tempo e concluímos com aqueles que fazem o mesmo do grupo anterior, mas não querem parar muito, incluímos a tudo isto carro de resgate, motos p/ socorro mecânico, guias devidamente contratados e pagos, esta estrutura toda gera uma despesa alta mensal.

Estou em constante busca por patrocinadores que pudessem subsidiar as ações da Tribo na disseminação deste importante esporte.

BF: Alguma história curiosa que possa dividir?

Mazinho: Recebi um telefonema de um rapaz perguntando se podia levar a namorada no passeio, pois não sabia a se ela ia agüentar, disse que sim. No referido passeio a namorada andou mais que ele e isto se sucedeu por mais alguns passeios, então num determinado passeio ele apareceu sozinho. Questionado sobre a namorada ele disse que tinham terminado com ela. Moral da história: Nunca subestime as mulheres, os gordinhos e as pessoas que, pela aparência parecem que não vão conseguir completar o passeio.