Ciclofemini
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JPOV_20140409_07986 - Version 2smallVários recentes estudos científicos comprovam que o ciclismo melhora a forma como o cérebro funciona, melhorando a velocidade do raciocínio, a memória e também a sensação de felicidade.

O cérebro é composto de dois tipos de tecidos: massa cinzenta onde as sinapses acontecem e é o centro de comando de seu corpo, e a massa branca, que é o centro de comunicação, usando os axônios para conectar as diferentes partes da massa cinzenta. Quando a massa branca é aumentada, mais rápido se dará as importantes conexões. Então qualquer atividade que aumente a matéria branca será bom. Um estudo recente da Holanda descobriu que o ciclismo faz exatamente isso, melhora tanto a integridade quanto a densidade da matéria branca acelerando as conexões no cérebro.

A massa branca não é a única estrutura do cérebro beneficiada pela pedalada. Cientistas através de outro estudo descobriram que depois de pedalar por 12 semanas, os participantes ganharam mais do que apenas a força em suas pernas, eles também tiveram um aumento no fator neurotrófico derivado do cérebro (BDNF) que é uma proteína endógena responsável por regular a sobrevivência neuronal e a plasticidade sináptica do sistema nervoso periférico e central. Esta proteína atua no controle do estresse, humor e memória. Isto explica o fato de pessoas que pedalam terem baixos níveis de depressão e ansiedade.

Você não só vai sentir-se mais disposta e feliz após a pedalada, como também terá o raciocínio melhorando, “ficará mais inteligente”.  A prática do ciclismo, e outros exercícios aeróbicos, têm demonstrado o aumento no hipocampo, uma das várias estruturas do cérebro relacionadas com a memória e aprendizagem.

Um estudo da Universidade de Illinois demonstrou que o hipocampo dos participantes da pesquisa aumentou em 2%, melhorou as habilidades de memorização em 15% e resolução de problemas aumentou em 20% após seis meses de pedaladas diárias. Além disso, os ciclistas relataram uma maior capacidade de se concentrar melhorando a capacidade de atenção. A pedalada frequente também contraria a perda da função cerebral normalmente associada ao envelhecimento. Os cientistas observaram que o cérebro dos ciclistas aparenta dois anos mais jovem do que seus pares não ciclistas.

“Já sabemos que o ciclismo pode ter efeitos positivos sobre as doenças cardiovasculares e diabetes e agora descobrimos que é possível conseguir melhorias na cognição, na função e estrutura do cérebro”, disse o principal autor do estudo Art Kramer, Ph.D., diretor do Instituto Beckman para Ciência e Tecnologia Avançada da Universidade de Illinois, em uma entrevista ao The Telegraph.

Ele acrescentou que não há necessidade de pedaladas longas e extenuantes para melhorar os impulsos do cérebro. A maioria dos estudos mostrou melhorias significativas mentais após 30 minutos de pedalada em uma intensidade moderada. E os resultados foram consistentes demonstrando que o ciclismo outdoor é melhor que o indoor.

Conexões neurais mais fortes, melhora do humor, nítida melhora da memória, além de melhorar a saúde do coração, reduzir o risco de diabetes e incidência de câncer. Com todos estes benefícios, a única questão agora deve ser: Vamos começar a pedalar?

Livre tradução/interpretação do artigo publicado no site Shape: http://www.shape.com/fitness/cardio/brain-science-biking

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