Quase tudo na vida é cíclico e, muitas coisas que são cíclicas também são efêmeras.

Nada mais cíclico, efêmero e transitório como a moda!

Assim como na moda, o que consideramos um padrão de beleza hoje não dura para sempre.  Lembre-se que o padrão de beleza é também definido pela indústria da moda.

Aquilo que é atraente em uma pessoa logo deixa ser dependendo da época, da região e da cultura.

Como podemos definir o que é um padrão de beleza em meio a tantas etnias?

No período renascentista o bonito era ser gordinha. Nos anos 20 a beleza era clássica, representada pelas grandes atrizes do cinema. Na idade média a mulher de quadris largos e ventre avolumado representava a fertilidade. Já nos anos 60 a modelo Twiggy determinou o padrão esquálido de beleza.

Deixando de lado as modelos, as atrizes de cinema e focando apenas nas etnias. Como podemos determinar um padrão de beleza se a beleza do ser humano está em sua diversidade, suas características ímpares que determinam a sua origem, a sua raça e  traços individuais que lhe conferem algo único e exclusivo?

A mídia e o comércio são os grandes responsáveis por imprimirem em nossas mentes tais padrões. Desde criança somos expostos a imagens, brinquedos, jogos, a uma infinidade de conceitos e crenças definindo cruelmente o que é bonito, o que feio, o que é aceitável ou o que é fora padrão convenientemente para quem o criou.

O padrão de beleza nada mais é do que uma forma de controle da indústria. Agora a moda é ser loira, todas descolorem os cabelos. Agora a moda é usar esmalte azul. Agora a moda é a mulher fruta, a mulher de coxas grossas e malhadas. Agora a moda é ser magérrima e todas fazem dietas, tomam compulsivamente formulas mágicas que por um tempo sustentam apenas a psique e toda a rede de laboratórios, farmácias, clínicas de estética, médicos, etc.

Ao final  do ciclo vem a frustração, ninguém ficou ou permaneceu  igual a Twiggy, Gisele Bundchen, Cindy Crawford, Cameron Dias, entre tantas outras.

Quer se livrar deste dogma, desta prisão e injustiça para consigo mesma?

A fórmula é a auto-aceitação, é o auto-perdão e amor por si própria. Aceite-se, valorize-se, olhe-se de verdade, com compaixão e coloque em evidência o que você tem de melhor.

Invista em seu autoconhecimento e deixe de tentar mudar aquilo que foi definido pelo seu DNA. Invista na prática da gentileza, em ser bacana, admirada por aquilo que você é internamente.

Ouvi de uma pessoa muito amada que, não devemos nos preocupar com o que vamos levar deste mundo quando morrermos, afinal não sabemos se conseguimos de fato levar algo. Ele disse “não se preocupe com o que vai levar e sim com o que você vai deixar neste mundo”**.

Deixe um legado de alegria, de satisfação e amor pela vida, deixe respeito por você e por todos.

Padrão de beleza não existe, é uma criação absurda, livre-se dela e seja feliz consigo mesma.

Ame-se do jeitinho que você é.

Claudia Franco

 

**Adilson Sestenari, consultor para desenvolvimento humano, máster avatar.  http://adilsonsestenari.wordpress.com/