Nova Iorque é lembrada pelos  arranha-céus, pela beleza de seus parques urbanos, pelo seu antigo e eficiente metrô, pelo seu apelido de “Big Apple”, por ser um grande centro econômico e cultural, pelos seus museus, sua arquitetura, enfim, pela sua grandeza – é a terceira maior cidade das Américas.

A capital do mundo, como é chamada, também possui uma ampla rede de caminhos para ciclistas. O mapa abaixo mostra uma parte da ilha de Manhattan e suas rotas de bicicletas – os traçados verde, laranja e vermelho:

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Essa rede não se limita apenas a Manhattan, mas está espalhada por toda cidade. Além de extensa, os caminhos cicloviários são compostos por 3 variações:

1) Ciclovias isoladas do tráfego de veículos:

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2) Ciclovias exclusivas ao lado de vias de carros e ônibus:

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3) Caminhos compartilhados com veículos, o que chamamos em S. Paulo de ciclo rotas:

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Nova Iorque é algo muito longe da realidade das grandes cidades brasileiras, vejam, por exemplo, a Ponte do Brooklyn, inaugurada em 1883, uma das mais antigas pontes de suspensão do mundo, com mais de 1.800 metros de comprimento, que liga Manhattan ao bairro do Brooklyn:

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Além de ser destinada a carros, a ponte também serve para as pessoas que andam a pé ou de bicicleta, confiram:

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É admirável ver uma cidade grande e movimentada como Nova Iorque, proporcionando condições básicas de segurança para que seus habitantes possam usar a bicicleta como meio de transporte.

Enquanto isso, na nossa triste cidade de São Paulo, inaugurou-se com pompas em 2008, a ponte estaiada Otávio Frias de Oliveira, sobre o rio Pinheiros. A ponte paulistana, nem de longe, pode ser comparada à novaiorquina, mas um detalhe chama atenção: o tráfego de bicicletas e pessoas é proibido na ponte Otávio Frias de Oliveira. Enquanto que, em Nova Iorque, cuidaram para que uma ponte antiga, inaugurada em 1883, tivesse passagem segura para ciclistas e pessoas.

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É como me disse um primo meu há muito anos atrás: “São Paulo precisa comer muito arroz e feijão para chegar perto de Nova Iorque”.

Em termos de política pública para o trânsito de bicicletas, haja arroz e feijão para S. Paulo.

Agradecimentos: obrigado a minha irmã, Elaine Cristina, que em sua breve passagem por Nova Iorque se preocupou em fotografar cenas de bicicletas.

Fonte: http://viagensdepaulopom.blogspot.com.br/