Ciclofemini
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Conheça a história de Valeria de Rezende Molina, 52 anos, médica anestesista e homeopata, que começou a pedalar sozinha  há dois anos.

O sonho de Valéria desde criança era saber pedalar.  Venceu o medo e foi a luta, ou melhor, ao pedal!.

Seu relato é emocionante e um grande exemplo para as pessoas que ainda não conseguiram motivação para dar este passo em suas vidas.

Saber andar de bicicleta era um sonho de criança que perdurava na vida adulta. Um sonho acordada e um sonho dormindo mesmo, porque nos meus sonhos eu andava e não tinha medo. Na vida acordada faltava coragem de encarar o desafio, dar o primeiro passo. Nessa época estava passando por uma reestruturação de vida. Mudanças em todos os setores: Profissional, pessoal, tudo. Então resolvi sair do lugar do medo e transformar em realidade um sonho de criança: andar de bicicleta.

Um dia pedi a uma amiga, ela ama bike, que me ensinasse a andar, ela  ficou eufórica e eu com medo. Alugamos uma no parque do Ibirapuera e num lugar bem tranquilo subi na bike. Ela segurou atrás e dei as minhas primeiras pedaladas. Era como se eu já soubesse, estava dentro de mim e eu não sabia. Para nosso espanto eu quase fui sozinha. Ela não me segurou mais e eu fui pedalando.

Encontramos-nos mais uma vez  no parque e eu já não tinha mais vergonha de alugar uma bicicleta. Explicava: olha eu estou aprendendo, quero uma  que não seja alta, etc.”

Regularmente passei a ir ao parque, observava as pessoas andando e ia tentando fazer igual. Ficava imaginando como poderia cair de uma forma mais segura. Como fazer as curvas. Aceitava conselhos das pessoas que percebiam que eu estava aprendendo. Brincava com as crianças que também estavam aprendendo, elas me incentivavam e eu a elas. Um mundo novo para mim.

Aprender pedalar foi uma grande emoção. Aliás, umas das melhores na minha vida. Transformei o corpo físico, expressão material da vida em fonte de prazer.

Pedalar ativa meus sentidos.  Ouvir o barulho e sentir o contato do vento com o corpo ativa as células, me faz sentir viva.

Tenho algumas dificuldades técnicas e sinto alguns medos, como por exemplo: não pedalo na rua.

Sempre estive envolvida com alguma atividade física: natação, caminhar, trilhas, yôga ou pilates. Atualmente pedalo e faço pilates. Sinto prazer nas duas atividades, o que no meu entender é fundamental.

Uma saborosa experiência foi pedalar num lugar chamado Santo André na Bahia. Em 5 dias pedalei uns 100 km, junto com um amigo. Foi um teste do que o corpo é capaz, quando a mente está aberta a novas experiências.

Tudo isso me mostrou que idade não é o limitante. O que nos limita é o medo de arriscar, é o medo de VIVER. 

Vamos pedalar. Vamos Viver em movimento.