Ciclofemini
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O Bigbiker foi alucinante!! com bike é assim, você nunca pode subestimar e achar que vai ser moleza, pelo menos pra mim, grandes desafios, sempre acabam sendo pior do que imagino! Afff! O bom de tudo isso é que no final, sempre dá tudo certo!

O fato é que foi uma experiência única de indescritível coragem, determinação e acima de tudo superação! Apesar de nunca ter praticado um esporte, com o ciclismo foi diferente, algo viciante, já que a medida que se condiciona vai querendo mais e mais, a dedicação é essencial, uma boa bike, nutrição, cursos como o que fiz com o Ciclofemini, bikefit, avaliações de Vo2, toda esta parte, faz a diferença no final.

No começo, eram simples passeio, depois fomos aumentando o desafio até que chegamos as competições, apesar de ir bem, logo na primeira prova, não me acostumava com a idéia, mesmo sabendo do fortalecimento que isso traz. O momento pré-competicão traz uma certa  insegurança e ansiedade, no entanto, passar por isso, nos motiva e nos  traz o equilíbrio em todos os sentidos, vale a pena correr o risco!

E foi assim que cheguei ao Big Biker em sua etapa mais desafiadora. Tinha consciência do nível de dificuldade e sabia que uma vez lá teria que fazer o meu melhor, com o apoio de pessoas como a Claudia do Ciclofemini e de outros queridos, encarei o meu destino.  

Já na largada, dava pra sentir a vibração e energia dos competidores, deixei me envolver pelo clima. Logo no inicio, a longa subida de baixo de sol forte foi o primeiro teste de resistência, apesar da bela paisagem, os vários kms nos consumia. Hidratação constante e gel a cada meia eram imprescindíveis!

Depois de superar a subida, era chegado o momento mais temido, a descida do Zig Zag. Precisávamos de uma descida pra descansar as pernas, mas o que vinha pela frente não era só um teste de resistência, era também de força, equilíbrio, habilidade e mais do que isso, um teste psicológico onde pra uma mulher é algo surreal. 

Rampas e valetas onde só passavam uma bike, obstáculos onde era preciso passar de lado com a bike, fizeram parte da descida. Um ano atrás se visse uma trilha desta diria que era humanamente impossível, pelo menos pra mim, mas lá estava eu, concentrada, focada, vislumbrando a reta final, então, abaixei meu banco no inicio da descida e fui sem medo de ser feliz! A adrenalina era tanta que meus batimentos eram os mesmos da subida! 170 bpm! Dá pra imaginar!!??

Graças ao aprendizado das técnicas que fiz com o Ciclofemini e ao apoio de meu marido Fernando e amigo Guilherme  (que mesmo tendo condições de terem feito um tempo melhor) me acompanharam o tempo todo, superei a descida do Zig Zag descendo da bike pouquíssimas vezes, foi alucinante!!

 A descida havia terminado, mas ainda faltavam algumas subidas no final e uma descida de single um pouco antes da chegada que seria o teste final, a vontade de concluir a prova era tão grande que nada mais importava, respirei fundo e fui em frente!

Foi assim que cheguei ao final da etapa final do Big Biker em 4o Lugar na minha categoria, inacreditável para mim!

 Sem dúvida, este momento se tornou um marco no livro da minha vida, as vésperas de completar 41 anos, ousei e fui resiliente.

Que esta história sirva de inspiração e motivação para muitas mulheres como eu, que um dia acreditaram que era possível, que foram ousadas e superaram grandes desafios em sua vida.

Pois é Claudia, fiz questão de deixar aqui meu testemunho, sei da importância do seu trabalho como também da força que pode dar a outras mulheres, sou grata, pois aprendi muito contigo e só nós mulheres sabemos o quanto é difícil superar obstáculos destas proporções!

Grande beijo querida e obrigada por tudo!