Sun_Tzu_el_arte_de_la_guerra“Existe um conceito criado por Sun Tzu chamado zona da morte, ele consiste basicamente em extrair o máximo das pessoas.”

Acredito que muitas pessoas já tiveram aquela sensação de que já fez tudo o que podia, mas mesmo assim não conquistou o seu objetivo.

A pergunta é:  Você realmente fez tudo o que podia ou apenas pensou que fez tudo?

Existe um conceito criado por Sun Tzu chamado zona da morte, ele consiste basicamente em extrair o máximo das pessoas.

O conceito é simples, na guerra os generais posicionavam seus homens de tal maneira que a retaguarda e seus flancos estivessem seguros por algum obstáculo natural, uma montanha, penhasco ou rio. Deste modo deixando um único caminho para o seu inimigo enfrentá-lo, diminuindo assim as surpresas de batalha.

Sun Tzu pensava diferente, ele defendia que sempre deveria haver um flanco descoberto, assim seus homens não se acomodariam num clima de segurança, fazendo isso ele sinalizava ao seu exercito sua vulnerabilidade, ou seja, eles corriam o risco de serem atacados de surpresa e muitos homens morreriam em batalha, com isso ele mantinha seus homens alertas para a luta e a sua própria sobrevivência, enfim exigia deles o seu máximo comprometimento, já que estariam lutando pela sua própria vida, por isso o nome “zona da morte”

Se pesquisarmos encontraremos outros exemplos do uso da “zona da morte” como forma de extrair o máximo das pessoas.

Dizem que os Vikings ao desembarcar num porto inimigo para conquistar um novo território, queimavam seus navios para impedir qualquer possibilidade de recuo, ou venciam ou morreriam tentando. Existem relatos de que os Gregos, Espanhóis e os próprios Romanos utilizavam esta estratégia.

Mas por que um general arriscaria a vida de seus soldados numa estratégia tão impiedosa?

Por um único motivo. Vencer. Ao colocar os seus homens sob a possibilidade real de morte eles conseguiam extrair cada gota de energia direcionada a conquistar o seu objetivo. Alem disso historicamente ficou demonstrado que exércitos motivados pela estratégia da “zona da morte” chegavam a ser imbatíveis, mesmo quando em menor numero.

Esse fenômeno também pode ser visto individualmente, em pessoas comuns.

Você pularia de uma ponte num rio á 20 metros de altura? Provavelmente não.

Mas se o seu filho estivesse se afogando no rio gritando pelo seu nome, você pularia?

Basta o motivo certo para uma pessoa ultrapassar seus limites, por isso lhe questiono, você está realmente dando o seu máximo para alcançar os seus objetivos?  Seu motivo é forte o suficiente para fazer você superar os seus próprios esforços?

Em meados de 1982, a americana Ângela Cavallo levantou um Chevrolet Impala para resgatar seu filho que havia ficado preso embaixo do veículo enquanto ela trocava um pneu furado. Ângela tinha pouco mais de 60 quilos e levantou um carro de 1.500 quilos para salvar seu filho.

Diariamente encontro pessoas repletas de desculpas e explicações diante de sua falta de conquistas na vida, seja profissional ou pessoal. Muitas delas desistem no meio do caminho.

Uma minoria levanta a cabeça e segue em frente revigorada pelos aprendizados obtidos pela sua jornada.

E dentre esta minoria uma parcela ainda menor está realmente focada e comprometida com suas conquistas, nada as abala, pois sua força de vontade é o seu combustível e nada fica em seu caminho.

O que separa o sucesso do fracasso é simplesmente a desistência. A partir do momento que uma pessoa desiste ela planta a semente do fracasso que produz uma fruta de gosto ocre e amargo que se alimenta da sua determinação, força de vontade e paz.

Não permita que esta semente germine e crie raízes dentro de você.

Chega de desculpas. Exija de si mesmo no mínimo o máximo.

Viva a zona da morte.

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 Roberto Recinella é o instrutor do curso de formação de Professional Dynamic Coaching pela ABRACOACHING (Academia Brasileira de Coaching)