Além de não poluir o ambiente, serviço é mais barato e mais rápido para distâncias curtas.

Apesar de associarmos o carro e a motocicleta à velocidade, o meio de transporte a percorrer mais rapidamente o trajeto de 10 km em horário de pico é a bicicleta, segundo os organizadores de Desafios Intermodais, uma espécie de corrida entre vários meios de transporte para ver quem chega primeiro e quem polui menos. A crescente gama de informações sobre ecologia de que a população dispõe incentiva, pouco a pouco, a criação de empresas especializadas em serviços de entrega via bicicleta. Em vez de motoboys, a vez agora é dos bikeboys.

Cristian Trentin é um dos sócios da Eco Bike Courier, empresa fornecedora deste serviço e situada em Curitiba. Ele já possuía um empreendimento de tecnologia de desenvolvimento para web e quis investir em um segundo negócio, com caráter inovador. Após descobrir o serviço em Nova York, teve a ideia de aplicá-lo em sua cidade: “Estamos em Curitiba, a capital mais ecológica do Brasil. Aqui o problema do trânsito está ficando caótico”. A ideia é driblar os engarrafamentos sem poluir o ambiente.

A favor da novidade, há ainda a economia de tempo para distâncias curtas e um custo até 30% menor em comparação às motocicletas, já que a manutenção é mais barata e não há gastos com combustível. O menor valor cobrado são R$ 12 para um raio de 5 km. O preço sobe conforme a quilometragem e o número de lugares pelos quais o bikeboy deverá parar. Contudo, Trentin afirma que, nos trajetos acima de 15 quilômetros, a queridinha de James Dean é mais vantajosa do que a bike. Outra desvantagem das magrelas é o limite de peso para os pacotes: 3 quilos no caso da Eco Biker Courier.

Com seis meses de funcionamento, a empresa já conta com mais de 50 clientes. Para 2012, o plano é abrir franquias, propagando a forma de serviço para outras cidades. Quem sabe, em um futuro próximo, veremos mais bicicletas no lugar de motos pelas ruas?

Cartola – Agência de Conteúdo
Especial para o Terra

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