Ciclofemini
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Um amigo me disse semana passada pedale a alma – e essas palavras me tocaram tanto, fizeram eco dentro de mim, e pensei preciso escrever sobre isso. Esse poeta chamado Fernando Coelho, não é ciclista (não pratica Mountain Bike) , e veem lendo meus textos. Quando escrevo, não penso em escrever para um público especifico de pessoas que gostam de ciclismo. Escrevo para pessoas!

Etimologia da Alma: é um termo que deriva do latim anima, este se refere ao principio que dá movimento ao que é vivo o que é animado ou o que faz mover.

Movimento da Alma

Segundo Platão, a alma inclui entre as suas mais importantes funções, a de ser principio do movimento. E para Sócrates outro filosofo, esse movimento é causado por um poder não recebido de fora.

Pedalar não é somente andar de bike! Pedalar não é um verbo usado apenas por ciclistas. Pedalar a alma é movimentar-se para vida. Desde que iniciei minhas aulas no pedal aprendiz, não tinha ideia que esse movimento da alma, corpo e mente fosse me levar para tantas descobertas. Uma das grandes descobertas é valorizar a importância do movimento em nossas vidas e saber sua real importância. Não há evolução sem movimento!

Sua vida está cheia de problemas? Você está doente? Sem grana? E qual movimento está fazendo para evoluir como ser humano? Adoro conversar com pessoas, ouvir suas histórias, adoro gente. E nessas andanças da vida conheci uma senhora, que com seus 60 e poucos anos descobriu que era portadora do vírus HIV. Pegou do seu ex-marido, que foi seu primeiro namorado. Essa mulher procurou ajuda, apoio de terapeutas, começou a participar de grupos de apoio. Ela não parou, aprendeu a se movimentar.

E interessante escrever esse texto no Dia Internacional de Luta pela Não Violência contra as mulheres! Faz questionar que movimentos estamos fazendo para mudar essa realidade. Pedalar a alma é ir ao encontro do outro, da sua dor! Pedalar a alma é você descobrir que a tua dor é importante, mas você não é a única nesse universo com problemas. Pedalar a alma é você buscar sair da sua zona de conforto e amadurecer.

Movimento da bike.

A aula de bike é um momento meu. E como isso me faz bem, simples assim. Nunca pensei que iria me apaixonar pelo ciclismo, muito menos nunca planejei ter aulas de Mountain Bike, que é uma modalidade do ciclismo. Apenas conversando comigo eu dizia: preciso fazer alguma coisa, não tá para minha vida continuar assim. A minha alma e minha mente já estavam em movimento!

Algumas pessoas me perguntam como você conheceu sua personal biker. Eu respondo: vi uma frase dela no mural do facebook de uma amiga em comum Ewa Krzeminska, e gostei da frase. E ai o movimento foi acontecendo…

A aula agora está em outro nível, pois quero vivenciar o ciclismo, que é uma prática esportiva na minha vida, quero somar o lazer que uma bike pode me proporcionar mais o esporte. E para isso tem que ter treinos.

Minha personal biker,Claudia Franco – CicloFemini me disse: Fique em pé na bike e pedale. Eu nem pensei se não iria conseguir, se iria cair…o que pensei foi: eu quero fazer isso, eu amo está com a bike e ter medo de ficar em pé é algo tão pequeno diante os problemas da vida.

Desci uma rampa em pé!

O movimento que isso proporcionou no meu ser (alma/corpo/mente),afinal tudo é um só. Chama-se movimento da alegria. Fiquei com dor. Houve momentos na subida que pensei que não ia conseguir. Sentir a dedicação e o amor que tenho que ter com o esporte.

O texto anterior falou sobre diversos vírus na nossa sociedade, entre eles vírus da ignorância, da injustiça e tantos outros. Que de alguma forma nos contamina. O vírus do medo: medo de ser feliz, medo de conhecer a si mesmo.

Como já disse nosso querido Albert Einstein: “A vida é como andar de bicicleta, para estar em equilíbrio tem de estar sempre em movimento”.

E quero terminar esse texto com duas perguntas:

Você está pedalando sua alma?

Como está seu movimento?