Ciclofemini
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No decorrer do caminho vamos aprendendo a transpor as cercas que a vida nos coloca. E quais seriam essas cercas? Mas, seria essa a pergunta inicial? Ou a pergunta inicial seria quais as cercas valem a pena serem transpassadas? Lembrei-me de um livro chamado “O Menino do pijama listrado”. Uma cerca de arame farpado separava duas crianças. Uma rica, filha de general, e uma pobre, filha de um relojeiro ainda por cima, judia na Alemanha nazista.

Isso me faz refletir sobre os diversos tipos de cercas que existem por aí. No caso do livro, e também do filme relata uma cerca erguida quando não existe intolerância religiosa, erguida quando não existe igualdade, respeito ao ser humano, quando a sede pelo poder é o que conta. E é através de uma cerca que essas duas crianças se conhecem e ali nasce uma bela amizade e, junto com ela, a escolha e as consequências de transpassar a cerca.

Paremos para refletir. Quais são as nossas cercas? Em ano de eleição muitos candidatos em suas campanhas, apresentam propostas de como terminar com certas cercas, como, por exemplo: desemprego, trânsito, falta de hospitais, são inúmeras as cercas que enfrentamos diariamente. Tem a cerca da falta de informação e conhecimento.

Não posso deixar de citar as cercas internas. Sim, isso mesmo: cercas internas! Todos nós temos algumas: Medos, inseguranças, traumas entre outras dificuldades.  Afinal, qual a finalidade de uma cerca? Limitar?

Voltando ao filme “O Menino do pijama listrado”, que tem como atores principais duas crianças no cenário a 2ª Guerra Mundial. A inocência de descobrir o mundo e questioná-lo e que move esses meninos. O que tem do outro lado da cerca? No caso do filme, sem saber sobre o holocausto, o pequeno conseguiu transformar um uniforme de campo de concentração nazista em pijama listrado. Como isso é possível?

Para além da cerca de um campo de concentração nasceu uma amizade.

Para além da cerca internas, existe um ser humano capaz de transformar sonhos em realidade. Capaz de se amar.

E qual a relação da cerca com a bike?

Durante um curso de Mountain Biking, a personal biker Claudia Franco do Ciclofemini, nos mostrou como transpor cercas com facilidade. Ela disse: “É comum encontrarmos cercas ao longo de trilhas. Muitos ciclistas desistem do percurso com receio de transpassá-las, outros com muita dificuldade literalmente jogam a bike do outro lado e depois pulam a cerca. Nesses momentos, conhecer e saber utilizar algumas pequenas técnicas faz toda a diferença. A técnica é muito simples: primeiro pendura-se a bike na cerca, já do lado oposto, utilizando o pedal da mesma para travá-la na cerca. Depois o ciclista pula a cerca e já do outro lado pega a bike”

Interessante observar que algo que num primeiro momento torna-se um obstáculo, uma cerca que nos paralisa, fica muito simples quando temos conhecimento e informação para nos ajudar a transpor as nossas cercas interiores. O autoconhecimento é uma excelente ferramenta.

Que possamos focar nossas capacidades para além da cerca e com isso seguir sempre em frente.