Ciclofemini
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O amor nos possibilita enxergar lugares e pessoas que sozinha jamais iria conseguir. O amor nos possibilita vivenciar experiências renovadoras como pedalar. O amor nos move. E eu pedalo para amar…

Retornei meus treinos na primeira quinta feira do ano de 2012, com minha querida personal biker Claudia Franco CicloFemini. Momentos de perfumar minha alma de um perfume chamado: Amor.

Na primeira aula de 2012 novos obstáculos, que iriam deixar a descida em pé numa rampa, como dizem, no chinelo. Desci uma guia de calçada em pé! Novos desafios, novos medos.

Como o medo tem o poder de transformar uma simples guia de calçada no muro de Berlim. E muitas vezes alimentamos o medo e deixamos a vida passar. Minha personal biker Claudia Franco me disse: “Você não tem medo”. Claro que tenho, mais meu maior medo é não viver!

Eu pedalo para…

Conhecer a mim mesma. O esporte seja ele qual for lhe proporciona isso. Desde que comecei minha jornada vou me encontrando como mulher, pessoa e ciclista.

Continuo com problemas, aliás, que não são poucos. Estou apreendendo a manter meu foco e ter uma postura mais positiva. Vocês já pensaram o que é para um ciclista não ter uma bike? Por não ter uma ainda, posso afirmar que a sensação não é nada agradável. Já sinto saudades de algo que não tenho e que amo, pois já conheço. O projeto CicloFemini disponibiliza bikes durantes as aulas, e graças a isso tenho a possibilidade de aprender.

Concentração, equilíbrio, conhecimentos técnicos aprendizados que estou levando para minha vida. Desci uma guia de calçada e depois olhar para ela é dizer: É tão fácil que você Senhor Medo é ridículo.

A confiança que vamos adquirindo não é só com a bike, é principalmente conosco mesmo.

Já consegui pedalar olhando para frente, com menos dificuldade e mais naturalidade. Sinto que quando olho para frente me apresento inteira para o universo. Para descer a guia da calçada é preciso olhar para frente e não frear.

Eu pedalo para amar!

Pedalo para amar o meu próximo, amar a natureza, amar a mim mesmo, amar.

O ciclismo para mim vai além do esporte. Eu pedalei um pequeno trecho de terra, pequeno mesmo e me senti numa floresta.

Uma criança da etnia Awá-Gwajá, de aproximadamente 8 anos, foi assassinada e queimada por madeireiros na terra indígena Araribóia. Isso ocorreu na primeira semana de janeiro de 2012. Ao saber disso fiquei triste… E poderia relatar tantos outros acontecimentos só nessa primeira semana de um ano novo.

Acredito que todos e todas podem fazer a diferença. Não consigo ser indiferente a dor do outro, a fatos que acontecem que também diz respeito a mim. O mundo está fardo de ódio.

Termino com uma frase que gosto muito do Dalai Lama: Seja a mudança que você que ver no mundo.