Eu gosto muito de ser mulher! E adoro comemorar o Dia Internacional da Mulher pra lembrar que já conquistamos muita coisas, mas que ainda faltam muitas outras. Por incrível que pareça, em pleno 2017, ainda tem gente que pensa e diz “mulher não pode isso, não pode aquilo…”. Nós, mulheres, podemos o que quisermos. É sério. Você p-o-d-e!!! Lugar de mulher é onde ela quiser! Ao longo da minha vida, o esporte me ajudou com esse empoderamento. Por meio da corrida e da bike – esportes que eu resolvi chamar de meus -, ganhei autoestima, determinação, leveza (de corpo e alma); descobri que sou capaz de muito mais do que imagino; entendi que se eu quiser, vou lá e faço; e se eu tropeçar e cair, dá pra levantar e seguir em frente.

E não tem essa de idade, de peso, de estar casada ou solteira, de ser rica ou pobre. O esporte é para todas. O esporte leva a gente mais longe. Quando comecei a correr, nem me passava pela cabeça fazer uma maratona. Já fiz sete! Pedalar era uma coisa só de final de semana, no parque. Recentemente fiz uma cicloviagem alucinante, descendo pirambeiras que davam um frio na barriga mas colocavam um sorriso imenso no rosto. E também pedalo pra cima e pra baixo pela cidade. Aliás, volto a ser menina em uma bicicleta, mas uma menina que sabe o que quer e que vai continuar abrindo caminhos para ajudar outras meninas-mulheres. Por isso também admiro demais o trabalho da Claudia Franco à frente da Ciclofemini. Fico tão feliz de ver mais e mais mulheres realizando o sonho de se equilibrar em duas rodas, de ousar, de se permitir viver a vida com intensidade e aq uele ventinho no rosto…

Temos muito o que comemorar nesse Dia Internacional da Mulher e temos muito o que planejar, conversar, nos ajudar para que os próximos sejam marcados com ainda mais conquistas. Vá em busca do que te faz feliz. Não aceite um “não pode”, um “você não consegue”. Descubra e alimente a força que tem em você!

Yara Achôa, jornalista

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