Andar de bicicleta é estabelecer um novo formato de estilo de vida urbano da classe média.

Precisamos de pessoas para ajudar, apoiar e incentivar outras pessoas a andar de bicicleta. Quem e onde quer que estejamos, independentemente do que façamos, podemos contribuir para o novo sistema de bicicletas necessário para construir uma cultura mais ampla e verdadeiramente sustentável.

Andar de bicicleta não é uma escolha individual, é uma escolha social – ela é feita em outro lugar, por sistemas complexos, sobrepostos tornando-se a maneira sensata, lógica, racional, e agradável de se locomover.

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Comments(10)

  • svicente99
    18/03/2012, 7:23 pm  Responder

    Cláudia, a gente tem que admitir que usar bicicleta no Brasil sempre foi tido como coisa da classe social de renda mais baixa, do “pobre” que não podia ter dinheiro para comprar carro e sair por aí. Nas pequenas cidades, no interior rural, até bem pouco tempo (antes da popularidade das motos) é o único meio de locomoção que as pessoas tinham.

    Algumas vezes fui olhado de cima a baixo, por descer de uma bicicleta e entrar no hotel. Como quem pensava: “- Ué, hoje não é dia de entregas…”. Outras vezes cheguei a edifícios mais sofisticados e o porteiro me avisava por onde era a entrada de serviço. Outra vez quando saí da casa de um amigo, me perguntaram que tipo de serviço e eu fazia. Deu vontade de deixar o meu cartão de visita, apresentando o cargo que eu tinha na empresa para ver se ele entenderia ou diria… “- Olha, aparecendo alguém eu indico o senhor.” Na boa, eu tiro isso de letra, sei que é uma questão cultural. Estamos uns 30, 50 anos atrás da Europa, onde a cultura de usar a bicicleta, de aceitá-la dentro da estrutura social de mobilidade urbana está disseminada. Permeia todas as classes.

    Aqui ainda enfrentaremos muito preconceito, barreiras, dificuldades para que se insira a bicicleta nas empresas, nos metrôs, nas ruas de uma forma geral. “Brasileiro adora carro” – não é o “meme” que a propaganda em geral faz valer por aí??? E adora mesmo. Carro = status. Ascenção social. Ter o meu primeiro emprego, ganhar o meu primeiro salário e poder pagar a prestação do meu carro. Seguir para o trabalho no meu transporte individual, independente do bem ou mal que eu esteja fazendo à sociedade, ao meio-ambiente, ao cara ao lado.

    Mas nós estamos aqui para resistir, para mudar essa face, para construir um futuro de sustentabilidade. Sem rancores, sem espírito armado, sem palavras como “guerra no trânsito” (recentemente veiculada numa reportagem da maior emissora de TV em horário nobre). Vamos “comendo pelas beiradas”, fazendo um trabalho de “formiguinha”, conscientizando esta e principalmente as futuras gerações do nossa classe média – e eu estenderia a todas as classes – de que a bicicleta faz parte do cotidiano daa mobilidade urbana.

    Parabéns, pelo seu trabalho, sempre. Vocë batalha por isso!

    • 18/03/2012, 8:09 pm

      Olá Vicente, mais uma vez agradeço a sua excelente contribuição. Assino em baixo de suas palavras. O que precisamos fazer a ajudar a nossa comunidade a conscientizar-se. Cada um tem que se mobilizar, convencendo apenas um já é um grande trabalho. Por isto foquei meus esforços em ensinar as pessoas a pedalarem. Em 8 meses já coloquei mais de 60 pessoas para pedalar. Quero deixar um legado quando não estiver mais nesta dimensão. Quero deixar a minha contribuição trazendo pessoas para o Bikers Planet! – abraços Claudia Franco

      • svicente99
        18/03/2012, 9:12 pm

        Este é um trabalho que eu acho sensacional! Outro dia comentei com um vigilante do meu local de trabalho, que ao me ver pegar a bici e ir pra casa, puxou conversa, achou legal a iniciativa… mas comentou que tinha vontade mas não sabia até hoje andar de bicicleta. (Teve infância difícil…)

        Eu citei o seu grupo, sua atitude… só que ele não tem acesso fácil à internet. Perguntou se eu sabia onde poderia pegar as aulas. Eu fiquei de ver pra ele. Mas vou passar o email para ver se ele consegue contato contigo.

        Ciclo[ ]s
        SV

        • 18/03/2012, 10:11 pm

          Olá Vicente, peça para ele fazer contato pelo telefone 9910 9344. Abraços e super obrigada.

  • Ana Cristina Gambaro
    18/03/2012, 9:45 pm  Responder

    Eu comecei a andar de bike por intermedio e incentivo da Claudia Franco…e digo que nunca mais parei…faco aulas de spining e musculacao para ter mais forca nas pedaladas…Convido todo mundo pra passear comigo…e o pessoal curte bastante…e ate no trabalho as vezes apareco de bike….tenho certeza que daqui a pouco so multiplica….o que e bom so tende a dar continuidade.

    • 18/03/2012, 10:12 pm

      Olá Ana, tudo bem? muito bacana o seu depoimento, bom saber que o meu trabalho está dando este tipo de fruto, fico emocionada, pois o meu objetivo principal sempre foi inspirar e motivar as pessoas.
      Abraços e Bora Pedalar!! Claudia Franco

  • Duend Urbano
    20/03/2012, 9:18 pm  Responder

    Fico satisfeito ao ver estes magníficos e produtivos fomentos ao uso da bike, parabens Claudia, e comentários anteriores, mas, tenho observado nas ruas, as pessoas que antes me respeitavam ou ignoravam, hoje agridem ! E tudo ocorre após estes protestos da Av. Paulista, com mais trânsito, penalizando quem não pode resolver os nossos problemas, foco errado…
    Os exemplos improdutivos que hoje temos nas ruas, com muitos acidentes e agressões gratuitas, mostra que os protestos são organizados por seus responsáveis ou comandados… Respeito a bike se grita com quem implanta ! Valorize todas as ações, não apenas de politica de trajetos cicloviários, que já estão fomentados e quase resolvidos no Plano Diretor, Regionais, Bairros… da CMSP, e mídia de um programa divertido, mas, aquela cidade real implantada pela GESTÃO DO EXECUTIVO.

    • 20/03/2012, 10:37 pm

      Olá Duend. Não sou a favor da disputa e confrontos entre motoristas, motociclistas e ciclistas, simplesmente porque antes de mais nada, todos são seres humanos, todos são pedestres, independentemente do veículo que esteja conduzindo.
      As pessoas precisam se conscientizar de que a cidade deveria ser voltada para o cidadão e não para o carro.
      Quem ainda acha, que por estar dirigindo um carro, é mais poderoso, é melhor ou tem mais direito que o outro é uma pessoa no mínimo equivocada.
      Sofremos um problema grave de educação, de falta de cidadania, de falta de gentileza, de falta de respeito ao próximo.
      Acredito que solução não é somente a ciclovia, a ciclofaixa.
      A solução é “consertar” o cidadão mal informado, seja ele motorista, ciclista ou pedestre.
      Hoje somos resultado das más políticas públicas, do descaso, da falta de educação e infelizmente, mesmo com tanta informação os cidadãos de nossas cidades continuam apenas replicando o modelo, simplesmente porque “sempre foi assim”.
      Seja a mudança que você quer ver no mundo…. de Dalai Lama.
      Este assunto rende!!..afff…abração Claudia Franco

  • Duend Urbano
    21/03/2012, 9:31 pm  Responder

    Precisamos disciplinar os espaços de pedestres e veículos leves, com distanciamento e defensas dos veículos pesados… Não dá para acreditar como normal no Código de Trânsito Brasileiro, dois ônibus com uma bicicleta no meio… Concordo com tudo que a sua brilhante percepção humana nos presenteia com suas palavras, precisamos educar sempre, mas, se tivermos espaços planejados para a mobilidade e segurança, deve ser mais fácil conscientizar a atual desordem.

    • 21/03/2012, 9:36 pm

      Concordo plenamente e assino em baixo. As duas ações devem caminhar em conjunto. Valeu!! abração.

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